Monteiro Lobato e sua autenticidade pré-modernista
Vejamos agora uns fragmentos extraídos do conto - “Urupês”:
"Pobre Jeca Tatu! Como é bonito no romance e feio na realidade!
Jeca mercador, Jeca lavrador, Jeca filósofo... p.90
Seu grande cuidado é espremer todas as consequências da lei do menor esforço - e nisto vai longe.
Começa na morada. Sua casa de sapé e lama faz sorrir aos bichos que moram na toca e gargalhar ao joão-de-barro [...] Mobília nenhuma. A cama é uma espipada esteira de peri posta sobre o chão batido [...] Nenhum talher [...] Nada de armário ou baús. A roupa, guarda-a no corpo. Só tem dois aparelhos; uma que traz no uso e outro na lavagem. [...] Seus remotos não avós gozaram maiores comodidades. Seus netos não meterão quarta perna ao banco. Para quê? Vive-se bem sem isso." p.91
Notamos que aqui Monteiro Lobato retrata as péssimas condições de vida do caboclo frente à sua ignorância, vivendo num completo estado de inércia e desprovido de perspectivas quanto às mudanças do aspecto social.
DENTRO DESTE CONTEXTO SOCIALRETRATADO POR LOBATO , CRIE UMA CHARGE DO JECA ESTABELECENDO UMA RELAÇÃO ENTRE A HISTÓRIA E OS DIAS ATUAIS.
MANDEM FOTO.