Olá, meninos e meninas... Espero que estejam todos bem...
A atividade de hoje deverá ser realizada no caderno de PORTFÓLIO e em seguida me enviem pelo whatsApp. (Copiar somente as questões)
Leia o texto abaixo e, a seguir, responda aos itens 1,2,3 e 4
Falar
e escrever
Luiz de Aquino
Ah,
língua brasileira! Não haverá, jamais, acordo internacional capaz de propiciar
ao linguajar humano uma homogeneidade, seja qual for. Alegam os defensores do
famigerado acordo que a escrita, em língua castelhana, é padronizada desde a
Terra do Fogo, a fronteira Sul entre o Chile e a Argentina, até as margens do
Rio Grande, que separa México e EUA; e também nas ilhas oceânicas em que
pisaram os naturais da Espanha.
A
escrita será igual; a linguagem, não – afirmam. Sim, isso é perfeitamente
compreensível, haja vista termos aprendido que as vogais têm sons abertos – a,
e, i, o u –, mas, ultimamente, os coleguinhas jornalistas dos veículos falados
referem-se à Avenida Ê – mas até há bem pouco tempo dizíamos Avenida E (é). Sei
que há forte influência dos paulistanos e sulistas, presenças marcantes em
Goiás desde o início do agronegócio; então, porque eles falam “éstra” no que
entendíamos, até recentemente, como “extra” (ê)?
É
certo que apreendemos e incorporamos muito do que ouvimos de nordestinos,
nortistas, sulistas e cariocas, mas o sotaque de nossa herança passa, obviamente,
por transformações interessantes. Está desaparecendo, por exemplo, o modo de
falar das nossas cidades auríferas – Vila Boa de Goiás, Jaraguá, Meia-Ponte,
Corumbá, Santa Luzia, Bonfim... quem viveu os anos que vivi (estou na segunda
metade da minha década de 60) sabe que a musicalidade do falar goiano está
muito diferente, agora.
Gosto
de ouvir nossas palavras cortadas, abreviadas; de uma, apenas, não gosto da
síncope: gueiroba em lugar de guariroba. Na escrita, alguns escribas, de livros
e de jornais, substituem a bonita forma pequi por piqui, alegando a pronúncia.
Ora: a gente escreve futebol e pronuncia futibol. E há quem banque o chique
escrevendo – especialmente como nomes próprios – theatro em lugar de teatro. E
falam “tê-atro”, em vez de tiatro, como seria o regular da nossa fala local.
“Vontá
dimbora durmi”, é frase comum no falar coloquial. E responder, gritando, a um
chamado com o infalível “Tô ino”, em lugar de “Estou indo” é goiano demais da
conta! Mas o que mais se nota – e a frase já se espalha por todo o país,
especialmente entre os entrevistados na tevê – é “O marrapossível”. É o que
respondem políticos e técnicos, delegados e coronéis, professores e populares
diante dos repórteres.
Ah, os repórteres! Destes, no rádio e na tevê, ouço sempre e me divirto: “departamento pessoal” em vez de “departamento de pessoal”. O mesmo se dá quando devem dizer “corpo de delito” – o “de” é novamente omitido. E a moda, que saiu das falas dos “da imprensa”, alcança agora advogados e delegados de polícia.Na escrita, porém, essa que foi “padronizada” pelo acordo entre os países de línguas lusófonas, o bicho pega! Mesmo profissionais que deviam saber misturam C com S, não sabem onde entra o Ç e usam X, SS e Ç como se isso fosse tão normal quanto escrever Pollyanna ou Hytallo. Ou Rhackell.
AQUINO, de Luiz.DMRevista. Disponível
em: http://arquivo.dm.com.br/texto/gz/112917/ Acesso em: 12/06/2013.
QUESTÃO 1
No
trecho “Na escrita, porém, essa que foi “padronizada” pelo acordo
entre os países de línguas lusófonas, o bicho pega!” (último parágrafo), o
termo em destaque estabelece uma relação de
(A) explicação.
(B) conclusão.
(C) oposição.
(D)
exclusão.
QUESTÃO 2
Na
expressão “da imprensa” (último parágrafo), as aspas sugerem um tom
(A) poético.
(B) humorístico.
(C) dramático.
(D) irônico.
QUESTÃO 3
Em
qual das alternativas a seguir está expressa uma opinião?
(A)
“...a escrita, em língua castelhana, é padronizada desde a Terra do Fogo...”
(B)
“... haja vista termos aprendido que as vogais têm sons abertos – a, e, i, o u
–...”
(C)
“É certo que apreendemos e incorporamos muito do que ouvimos...”
(D) “E há quem banque o chique escrevendo ... theatro em lugar de teatro ”
QUESTÃO 4
No
trecho “mas, ultimamente, os coleguinhas jornalistas...”, o uso
do diminutivo na palavra destacada expressa
(A) deboche.
(B) carinho
(C) respeito.
(D)
intimidade.