BOM DIA MENINOS!
Como você tem se comportado frente às
ordens das organizações de saúde com relação a pandemia? Como verdadeiro
cidadão, ou como alguém que não se preocupa consigo mesmo e muito menos com as
pessoas que você ama?
É hora de pensarmos nisso!
SE PUDER FIQUE EM CASA, E SE TIVER
QUE SAIR USE MÁSCARA.
Obs. Nessa aula não teremos vídeo, e o texto base esta ai na página. Basta esse material para responder as questões. Na próxima semana faremos a correção.
Favor enviar até na segunda 12:00 h
Os textos são apenas pra leitura.
Nessa
aula vamos conhecer os desafios, as tecnologias e o impulso que a chegada à
Índia pelo oceano fez a Portugal, alimentado pelo comércio de especiarias o
expansionismo marítimo. Para começo de conversa leia o texto a seguir.
A
necessidade da expansão marítima feita por parte de algumas coroas
europeias principalmente nos séculos XV e XVI, caracterizaram a “Era dos Descobrimentos”,
impulsionou avanços tecnológicos nos materiais e como eles
eram utilizados para instrumentação da navegação. Facilitaram objetivos como:
descobrir novos mundos e/ou caminhos marítimos e efetuar as trocas comerciais.
Outros
povos também já tinham conhecimento nesta área, como se sabe os chineses e os
árabes também utilizavam o método de navegar.
Sabe-se
que Portugal, já que é banhado por mar por todo o seu território,
desenvolveu a Ciência Náutica através de escolas de navegação como a “Escola de
Sagres”, um lugar de conhecimento e compartilhamento de experiências entre
navegadoras da Europa e do Oriente. As coroas eram as principais
impulsionadoras.
Começou
a se desenvolver a cartografia e
o mapeamento das costas marítimas e
dos continentes de acordo com o que se conhecia na época através de
documentos e da observação. Materiais de apoio foram inventados como a bússola trazida do oriente para o
ocidente pelos árabes, feita por uma agulha magnetizada que indica o eixo
norte-sul magnético; o astrolábio para
medir a altura e posição dos astros; o quadrante que apontava apara a Estrela
Polar e permitia determinar a distância entre o ponto de partida da viagem e o
lugar onde a embarcação estava exato naquele momento; a balestilha que se pensa ter sido inventada pelos portugueses e que
era numa vara de madeira que tinha a função de medir a altura que unia o
horizonte ao astro, permitindo determinar os azimutes, etc.
Através
da tecnologia desenvolvida para as navegações, tudo aquilo que era apenas visível
a olho nu no céu, passa a ser interpretado e medido detalhadamente como meio de
localização dos navegadores. Ao navegar o homem foi desenvolvendo e aprimorando
os materiais, ultrapassando os seus próprios limites e vencendo os medos.
No
desenvolvimento naval houve a necessidade de construir embarcações maiores e
melhores. Na passagem da navegação de cabotagem, ou seja, perder a costa de
vista utilizada antes do século XVI, se evoluiu para as Caravelas Latinas com
maior capacidade de carga. Estas tinham a característica de terem velas em
formato triangular e trouxeram a inovação da navegação em zigue- zague contra o
vento, chamado de bolinar. Eram mais rápidas e de fácil manobrar e atingiam a
média de 25 m de comprimento, 7 m de boca e 3 m de calado. A sua capacidade de
carga atingia as 50 toneladas e eram compostas por convés único e popa
sobrelevada.
A
Nau foi outro meio de transporte utilizado em viagens longas e a sua capacidade
aumentou ao longo do tempo, indo de duzentas toneladas no séc. XV até às quinhentas
no século XVI. Foi largamente usada no caminho das Índias onde atingiu o seu
auge.
Acompanhado
de todo esse avanço, surgiu a importância do comércio marítimo que acelerou o
desenvolvimento das embarcações ao longo do tempo e que levou o transporte
do ouro, especiarias, sedas da Índia que era fonte de grande riqueza e
soberania que contribuíram para o monopólio do mercado.
Os
avanços tecnológicos nas navegações foram sempre evoluindo de acordo com as
necessidades, encurtamento de tempo de viagem e eficácia dessas funções nunca
pararam de se desenvolver até aos dias de atuais.
Disponível em: https://www.infoescola.com/historia/avancos-tecnologicos-nas-grandes-navegacoes/ Acesso
em 20 de maio de 2020.
ATIVIDADES (COPIAR)
01.
A necessidade da expansão
marítima feita por parte de algumas coroas europeias principalmente nos
séculos XV e XVI, caracterizaram a “Era dos Descobrimentos”, impulsionou avanços
tecnológicos nos materiais e como eles eram utilizados para
instrumentação da navegação. Associe os instrumentos NÁUTICOS as suas devidas
especificações.
a)
A bússola
|
( ) era usado para medir a altura e posição
dos astros; o quadrante que apontava apara a Estrela Polar e permitia
determinar a distância entre o ponto de partida da viagem e o lugar onde a
embarcação estava exato naquele momento.
|
b)
O astrolábio
|
( ) era numa vara
de madeira que tinha a função de medir a altura que unia o horizonte ao
astro, permitindo determinar os azimutes.
|
c)
A balestilha
|
( ) Foi largamente
usada no caminho das Índias onde atingiu o seu auge.
|
d) As Caravelas
|
( ) trazida do
oriente para o ocidente pelos árabes, feita por uma agulha magnetizada que
indica o eixo norte-sul magnético.
|
e)
A Nau
|
( ) tinham a característica de terem velas em
formato triangular e trouxeram a inovação da navegação em zigue-zague contra
o vento, chamado de bolinar.
|
02. A invenção da bússola e astrolábio ajudou os navegantes daquele período a enfrentarem os perigos do mar e conseguirem chegar a novas terras. Com base nos fragmentos acima, pesquise e descubra de que modo os navegadores poderiam se beneficiar desses instrumentos em alto mar?
03.
Os avanços
tecnológicos nas navegações foram sempre evoluindo de acordo com as
necessidades, encurtamento de tempo de viagem e eficácia dessas funções nunca
pararam de se desenvolver até aos dias de atuais. Nas últimas décadas, a
tecnologia nos trouxe invenções
incríveis, onde, apoiadas por um contexto de economia e política capitalistas,
avançamos mais nesta geração do que em várias gerações anteriores juntas; o
ritmo em que cresce é assustador. Nesse sentido, elabore um paragrafo colocando
o seu ponto de vista sobre os avanços tecnológicos nas últimas décadas
destacando suas vantagens e desvantagens.
NÃO COPIE O TEXTO.
Vamos aprofundar um pouco mais. Para isso leia trecho
dos documentos a seguir.
Documento 01: Toda Veneza ficou surpreendida e se
alarmou
Os mais sisudos diziam
que era a pior notícia que podia chegar-lhes. De facto, toda a gente sabe que
Veneza tinha obtido o seu prestígio e a sua riqueza unicamente graças ao seu
comércio marítimo que lhe proporcionava cada ano uma grande quantidade de especiarias,
de tal maneira que os comerciantes estrangeiros afluíam para comprá-las. A sua
presença e os seus negócios traziam-nos fartos lucros. Mas agora, por este novo
caminho, as especiarias de Leste serão transportadas para Lisboa, onde os
Húngaros, os Alemães, os Flamengos e os Franceses irão procurá-las, pois serão
aí menos caras.
Com efeito, as especiarias que chegam a
Veneza têm de passar pela Síria e os territórios do sultão, e por toda a parte
devem pagar direitos (aduaneiros) tão exorbitantes que, ao chegar a Veneza, o
que tinha custado um ducado deve ser vendido por de oitenta a cem ducados. O
caminho marítimo, esse, não tem de pagar todos esses impostos, e os Portugueses
podem vendê-las (às especiarias) mais baratas. As pessoas mais bem informadas
dão-se conta disso, outras não podem acreditar na notícia, e outras pensam que
o rei de Portugal não poderá conservar por muito tempo este caminho e este
comércio com Calicute, pois das treze caravelas que para aí partiram só seis
voltaram, e as perdas serão maiores que os lucros.
Por outro lado, ele não encontrará
facilmente homens dispostos a arriscar a sua vida numa viagem tão longa e
perigosa, e pensa-se que o sultão (da Turquia), quando se aperceber das perdas
que isto trará aos seus rendimentos, tratará de impedir esse comércio. Eis o
que se diz, entre outras coisas, pois os Venezianos, como de costume, procuram
encontrar razões para não perder a esperança e recusam-se a acreditar e a ouvir
o que lhes não convém.
Priuli, «Diário»,
1499. In: FREITAS, Gustavo de. 900 textos e documentos de História. Plátano
Editora, 1976.
|
Disponível
em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ARAphqCarqN3YZnUts8qjN8E8Ax7pd7mXRGdwBvCjeZHUFKTNbJUM4CUJP54/his7-06und02-atividade-busca-pelas-especiarias.pdf Acesso em: 18 de
maio de 2020. (Adaptado)
Documento
02: Aproximava-se o tempo da chegada
das notícias de Portugal sobre a vinda das suas caravelas, e esperava-se essa
notícia com muito medo e apreensão; e por causa disso não havia transacções,
nem de um ducado... Na feira alemã de Veneza não há muitos negócios. E isto
porque os Alemães não querem comprar pelos altos preços correntes, e os
mercadores venezianos não querem baixar os preços, vista a pequeníssima
quantidade de especiarias que se encontram em Veneza.
Calcula-se que na cidade não há mais de
250 cargas de pimenta, 800 milheiros de gengibre, 15 de noz moscada e 15 de
cravo de cabecinha; e de todas as outras especiarias ninguém se lembra de ter
jamais havido tão poucas. E na verdade são as trocas tão poucas como se no
poderia prever.
E isto procede do facto de que os alemães
não compram imediatamente aquilo de que necessitam, pois não sabem o que a
caravelas portuguesas podem trazer de especiarias.
Diário dum mercador
veneziano», 1508. In: FREITAS, Gustavo de. 900 textos e documentos de
História. Plátano Editora, 1976.
|
Disponível
em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ARAphqCarqN3YZnUts8qjN8E8Ax7pd7mXRGdwBvCjeZHUFKTNbJUM4CUJP54/his7-06und02-atividade-busca-pelas-especiarias.pdf Acesso em 18 de maio
de 2020. (Adaptado)
COPIAR
Agora responda as
questões a seguir.
04.
Qual o principal assunto de ambos os
documentos?
05.
Após o episódio narrado, em que Portugal
começa o mercado de especiarias, o que ocorre com o comércio de Veneza?
Justifique sua resposta.
06.
Qual a explicação
para que Portugal consiga vender as especiarias por um preço mais baixo?
a) Por causa do caminho marítimo, esse, não tinha que pagar tantos impostos.
b) Era solidário e contentava em tem uma parcela menor de
lucros.
c) Os comerciantes portugueses não tinha que pagar
impostos para a coroa Portuguesa.
d) Por causa da pequeníssima quantidade de especiarias e
da necessidade de compradores.
Agora
chegou a vez de conhecermos os caminhos dessa aventura. Observe no Mapa o
caminho percorrido pelos grandes navegadores.
Depois
que os turcos tomaram Constantinopla, não era mais possível chegar às Índias
pelo estreito de Bósforo. Então os navegadores precisaram contornar a África.
Veja o Mapa da rota portuguesa – chegar às índias – no oriente – contornado o
sul da áfrica – périplo africano.
NÃO COPIAR...
Leia também o trecho do texto
a seguir.
CONTORNANDO O CABO DAS TORMENTAS
Esta
viagem, iniciada (em fins de) agosto de 1487, constituiu o verdadeiro
descobrimento do caminho marítimo para a Índia. A frota compunha-se de duas
naus, acompanhadas de uma naveta com mantimentos sobressalentes – (...) O
comandante era Bartolomeu Dias, como dissemos, o qual embarcava num navio de
que Pero de Alenquer era o piloto. Descendo ao longo da costa africana, ao sul
do Equador, iam nela colocando padrões.(...) Seria o caminho da Índia?...
Rumaram ao norte. Toparam uma angra, a que deram o nome "dos
Vaqueiros" (...)Depois, foram seguindo pela costa ao longo, a qual se
prolongava direção do oriente... Porém, a gente dos navios sentia-se cansada. A
nau dos mantimentos quedara-se longe, e muito difícil seria encontrá-la, antes
que se acabassem os mantimentos que existiam ainda. Que seria, então, se
avançassem mais? Já muito se descobrira naquela viagem, da qual levavam uma
grande nova: o acharem que a terra corria para leste, donde se concluía que
para trás deles deveria ter ficado um grande cabo.(...).
Partidos
de ali houveram vista daquele notável cabo, como aquele que quando se mostrasse
não descobriria somente a si, mas a outro novo mundo de terras. Ao qual
Bartolomeu Dias e os de sua companhia, por causa dos perigos e tormentas que em
o dobrar dele passaram, lhe puseram nome Tormentoso; mal el-rei D.João, vindo
eles ao reino, lhe deu outro nome mais ilustre, chamando-lhe cabo da Boa
Esperança, pelo que ele prometia deste descobrimento da Índia, tão esperada, e
por tantos anos requerida." (...) A passagem do Bojador e a do Tormentoso
marcam dois momentos culminantes na história dos descobrimentos. Ia suceder à
do segundo a exploração do comércio do Oriente, como sucedera à do primeiro a
exploração do comércio da Guiné.
Sérgio, Antonio. Breve interpretação da História de Portugal. Lisboa, Sá
da Costa Editora, 1983, pp. 55-7.
Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/RZ2zyrSdCK2V5x59Yny8CgnuEW7cJdRKGMcmq9gkyx9vDRZfSY2yCm6fMAr5/his7-06und02-atividade-contornando-o-cabo-das-tormentas.pdf Acesso em: 18 de
maio de 2020.
Para sistematizar seus conhecimentos responda mais
estas questões.
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07. Observando o mapa da da rota portuguesa, identifique o
ponto de partida, o ponto de chegada de cada um dos navegadores e que eles
buscavam.
08. De acordo com o
texto e o mapa qual foi a rota percorrida por Bartolomeu Dias e quais foram os
principais desafios encontrados por ele em sua viagem?
09.
Interpretando o relato da viagem marítima de Bartolomeu Dias, trace no mapa abaixo a rota utilizada para chegada às Índias pela frota portuguesa e identifique no mapa onde acredita ser o Cabo das Tormentas.
Interpretando o relato da viagem marítima de Bartolomeu Dias, trace no mapa abaixo a rota utilizada para chegada às Índias pela frota portuguesa e identifique no mapa onde acredita ser o Cabo das Tormentas.
Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/RZ2zyrSdCK2V5x59Yny8CgnuEW7cJdRKGMcmq9gkyx9vDRZfSY2yCm6fMAr5/his7-06und02-atividade-contornando-o-cabo-das-tormentas.pdf Acesso em: 18 de maio de 2020.
(Adaptada)